A tal felicidade

FELICIDADE SE APRENDE

No artigo anterior falei sobre ” O que é a felicidade pra você ? ” E para ilustrar o artigo de hoje vou citar como tem sido parte minha experiência e descoberta.

Há quase dez anos atrás, cansada por algumas situações desagradáveis que se repetirem na minha vida, ACORDEI de verdade e resolvi dar um basta. Acordei, olhei para o teto e disse pra mim : ” Chega!!  Ninguém é responsável pela minha felicidade a não ser eu. De hoje em diante escolho aprender ser feliz a cada dia e  prometo fazer o meu melhor a cada dia “.

Desde então venho exercitando essa arte. Tem dias que são mais fáceis, tem dias que são mais desafiadores e outros dias que são muito, muito, mas muito mais desafiadores . Muitas vezes escorrego na casca da banana o que é normal, as vezes ainda tropeço nos mesmos erros, otras vezes em novos erros, com uma única diferença,levanto rapidinho, mais forte e mais experiente.

Não me faço mais de vítima ou coitadinha como no passado, ao contrário, converso comigo mesma e falo (se for o mesmo erro ) : ” neguinha, embora você sabia disso, você esqueceu e agora não adinata chorar o leite derramado, fez e está feito, portanto levante-se e por favor, mais forte e olhe para essa situação e aprenda de verdade com esse erro que te fez cair duas ou mais vezes.

Olho para o meu aprendizado com mais atenção e  me acolho. Se for um novo erro, obeservo e percebo que é um novo aprendizado. Tudo bem errar, o importante é continuar no foco e no caminho da verdadeira felicidade.

Venho aprendendo a ter compaixão comigo mesma sem me permitir entrar no pixe da vitimez e achar que o outro é o cupado pelos meus equívocos. Da mesma, o outro também não é responsável pela minha felicidade ou sucesso. Porém tem pessoas que contribuem para que possamos evoluir ou não e por isso a escolha e responsabilidade é sempre minha.

De volta ao passado

Vou fazer uma breve retrsopectiva de como era e de como venho me tornando ao longo desses preciosos anos para ilustrar melhor:

  • Ansiedade: era tão ansiosa que quando falava as pessoas não entendiam nada e precisava repetir novamente devagar, ou seja, aprendi a respirar e falar de forma doce e clara, mas precisei aprender a ser humilde comigo mesma e reconhecer que precisava melhorar nisso.
  • Impulsividade: me envolvia em problemas alheios sempre querendo ajudar o outro e quando via estava tão envolvida que o problema era mais meu do que da pessoa. Venho aprendendo que cada um passa pelo seu processo e que “ajudar” é muito mais complexo do imaginava. Aprendi à respeitar o processo alheio e se a pessoa pedir minha ajuda me coloco disponível e contribuo da melhor forma possível.

Escutar o outro faz muita diferença, refletir junto, analisar  as opções disponíveis para que a pessoa escolha e deixar ela resolver a situação sentindo a responsabilidade de suas escolhas e consequências.

  • Julgamentos e críticas: antrigamente pensava e julgava pessoas ou situações muito rapidamente. Aprendi que tudo o que me incomoda de alguma forma no outro tem me levado a uma melhor compreensão de mim mesma ( viva o sábio filósofo Sócrates).

Hoje observo, respeito e aceito com serenidade separando o que é de fato meu e preciso aprender ou melhorar. E também que há pessoas que não há afinidades e tudo bem.

Não preciso gostar de todo mundo e o contrário também, sempre vai ter gente que não gosta de mim ou do meu estilo e tudo ótimo. Isso é libertador!! Gostei ou não gostei, e o outro gostou ou não gostou, simples assim.

  • Carência: era carente com nível 0 zero de consciência, fazia as coisas para agradar o outro e ter aprovação alheia.

Venho aprendendo desenvolver e mater o amor próprio, me cuidando fisicamente, espiritualmente e emocionalmente.

Administrando os momentos de carência quando surgem nutrindo  com esses pilares, sentir carência faz parte e o segredo é aprender a se acolher e não criar expectativa que o outro venha me acolher e rolar um recebimento extra, oba boas surpresas são sempre bem vindas, mas sem expectativas.

  • Não: palavra mágica que resolve muitos problemas mas que fui reprovada durante muitos anos, precisei aprender e foi tomando na cara mesmo que hoje em dia digo não da mesma forma que digo sim, quando e como for  necessário.

 

  •  Expectativa: me iludia facilmente porque criava expectativa em relacionamentos, situações e pessoas o qual nunca existiram. Aprendi ler os sinais e a tratar as pessoas até o limite que elas querem ser tratadas, nem muito,  nem pouco, mas na medida que a pessoa sinalizou que posso ir.

 

  • Extress e “vitimez”: se pudesse voltar ao passado, não teria sofrido tanto com o estress do dia a dia, teria aceitado mais facilmente os desafios sem lutar com os eles, foi muito sofrido.

“A dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional”!!

Perdi muito tempo lutando com os problemas ao invés de assumir a responsabildade de aprender. Me fiz de vítima durante muitos anos, sempre tinha um culpado e claro que não era eu, mas foi quando assumi a responsabilidade pela minha felicidade, tudo se transformou para melho

Sinais: a vida nos dá sinais o tempo todo, mas se for analfabeta não saberá interpretar.

Se conhecer na luz e na sombra, nos pontos fortes e fracos ajuda no processo da evolutivo. Estudar a si mesmo é o melhor investimento e presente que podemos fazer.

Identicar os sinais no dia a dia, sejam positivos ou negativos tem me ensinado a viver mehor. O livro A Profecia Celestina me ajudou muito.

  • Medo, tristeza, frustração ou decepção, raiva: sentimos um pouco de tudo. Quem nunca sentiu raiva porque ouviu mentiras ou calúnias sem merecer ou nunca sentiu raiva quando apanhou?

Sentimentos não se controla, se identifica a emoção que ele traz e aprende-se administrar de forma inteligente = inteligência emocional.

Por tráz de cada um desses sentimentos tem sempre descobertas interessantes e ricas a se fazer e a terapia ajuda muito nesse processo.

O famoso ” eu sei”!!  ” “eu sei”!!… sabe o que cara pálida?? que nada sabe?…

Quando temos 20 e poucos anos não refletimos sobre os processos de aprendizados da vida da mesma forma quando atingimos a maturidade, errar e tropeçar no mesmo erro faz parte do processo, alguns mais outros menos, mas ninguéms está livre.

Nessa idade é comum achar que se sabe tudo e dizer: “eu sei”!!… ” “eu sei”!!… mas na verdade não sabe!! Como saber aos 20 e poucos anos sobre a vida?

A gente acha que sabe e se ilude tropeçando nos mesmos erros, as vezes em situações diferentes, porém com os mesmos aprendizados até que termos humildade conosco em reconhecer que não sabíamos de fato e aí começa o processo de aprendizado,aliás um lindo processo!!

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