Uma dose de pragmatismo, por favor

 

Em tempos de expansão da consciência, onde o mundo exterior, em constante transformação e mudança, deixa de ser fonte confiável de certezas e respostas, estamos todos como aprendizes nestas descobertas – principalmente as internas, sobre nós mesmos.

Neste hiato de buscas e respostas, é natural que a mudança de comportamento acabe variando entre extremos, ou seja, se queremos deixar de ser “bonzinhos demais”, tentamos ir para um outro extremo onde, “a partir de hoje, eu em primeiro lugar. E vou dizer “não” para todos”.

Não preciso nem dizer que a duração desta mudança é mínima e, devido ao insucesso, tudo isso vem carregado de muita culpa e baixa autoestima.

Então, como mudar isso?

Como trazer mais vida às transformações que queremos fazer?

Poderia por páginas e páginas trazer conceitos da neurociência sobre a mudança de comportamento, mas hoje, eu voto na simplicidade. O quanto você tem sido pragmático?

Sim, menos teoria, menos elucubração do porquê das coisas, menos pensar e mais:

“O que eu quero fazer com isso?”

“Agora!”

“O que está em minhas mãos?”

“O que posso começar com o que eu tenho?”

Mas, afinal, o que é pragmatismo?

O pragmatismo é um pensamento filosófico criado, no fim do século XIX, pelo filósofo americano Charles Sanders Peirce (1839-1914), pelo psicólogo William James (1844-1910) e pelo jurista Oliver Wendell Holmes Jr (1841-1935).

Eles se opunham ao intelectualismo, considerando o valor prático como critério da verdade.

Ser partidário do pragmatismo é ser prático, ser pragmático, ser realista. Aquele que não faz rodeio, que tem seus objetivos bem definidos, que considera o valor prático como critério da verdade.

Pragmatismo não é Praticidade

Mas para mim, esse é o mais interessante, pois é possível ser prático e fazer mil coisas, mas essas, conectadas ao piloto automático e não consciente da direção, são apenas mais ações e não, de fato, pragmatismo.

E aí, em função daquela polaridade que citei acima na tentativa de mudar o comportamento, as pessoas confundem pragmatismo com rispidez, com ação, com velocidade. Achar que está sendo direto quando na verdade, é grosseria mesmo.

Então como combinar pragmatismo e gentileza?

  1. Concentre-se nos fatos e não nas interpretações para buscar soluções.

Exemplo: “Fulana não me entregou o relatório porque não é comprometida”. O fato é que ela não entregou o relatório. Todo o resto é interpretação sua. É aí que as coisas desandam.

Porque vem com a sua visão de mundo, não necessariamente a realidade. Se você foca no fato, não tem emoção envolvida e há um campo enorme de possibilidades para ser explorada. Quando você já deu o veredito, não tem o que seja feito, apenas punida.

2. Foque em você ao invés de focar nas atitudes dos outros.

Você não vai mudar o comportamento de ninguém. Enquanto perdemos energia no outro, a vida vai passando aqui, embaixo dos nossos olhos.

3. Tenha objetivos bem definidos.

Para que todas as vezes que as coisas saírem dos trilhos, você possa se balizar mais fácil. “O que estou fazendo me afasta ou me aproxima dos meus objetivos?” Sem essa clareza, difícil separar o que é seu e o que é do outro. Pragmatismo é focar em ações práticas sim, mas bem direcionadas. Conscientes.

4. Bondade Amorosa.

Talvez um dos maiores aprendizados da minha vida (ainda em andamento). Segundo Mestre Choa Kok Sui, (cientista da alma, mestre das sínteses – estudou por mais de 30 anos energia humana, filosofia, religiões e comprovou cientificamente o poder da meditação), bondade amorosa é dar ao outro o que ele precisa, não o que você julga que ele merece.

É necessário verificar com empatia e compaixão o estado, momento, clareza, consciência, entre diversos outros fatores que influenciam na capacidade que o outro terá de compreender uma mensagem. Para que de fato, a comunicação seja estabelecida com êxito e verdadeiro respeito pelo outro.

Esse vídeo conta de forma leve e impactante o poder emocional da coragem de viver “novas verdades:

Verdades Absolutas São Inimigas do Pragmatismo

Lembrem-se; Verdades absolutas não são pragmáticas. São apenas formas culturais de ditar a realidade de um tempo da sociedade. Até pouco tempo, negros eram legalmente proibidos de se sentarem em locais com brancos.

Considerando que o pragmatismo considera o valor prático como verdade diante de um objetivo proposto e estamos em plena transição de expansão de consciência, precisamos desapegar de inúmeras histórias que nos foram contadas.

De inúmeras verdades que nos guiaram até aqui. Não porque elas não eram reais, mas simplesmente porque, diante de novos objetivos, precisamos em definitivo, de novas verdades.

Do que você precisa desapegar que não funciona mais para seus novos objetivos?

Vamos juntos?

 

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