Cair em si mesmo é a melhor queda

No Brasil

Estive no Brasil por 5 semanas para ver família, amigos e concluir algumas pendências que precisava desde que vim para os Estados Unidos.

Lembrando que vim para estudar, mas depois de conhecer minha alma gêmea, casei e mudei para Utah onde estou vivendo.

Se mudar de casa costuma dar trabalho, de país não é diferente, afinal são muitos desapegos a se fazer, assuntos burocráticos a se resolver e concluir.

2019 chegou, chegando…

Achei que o ano fosse começar como de costume um tanto calmo, só que não.

Exceto o primeiro dia do ano que valeu para recarregar a energia, os dias seguintes chegaram como um furacão, tanto em coisas boas, como em desafios e aprendizados.

Consciente que sou uma pessoa intensa, atrai situações as quais precisei vivenciar para aprender. Encerrei alguns ciclos, com muito amor, respeito e gratidão, tomei decisões rápidas.

Fui e estive presente nos relacionamentos que realmente fazem sentido e que quero investir para quando eu tiver meus 90 anos ou até meu último suspiro.

 

O tombo ” ridículo ” que me fez cair em mim mesma

Terça-feira, do dia 29/01, estávamos nos preparando para sair e ir para o litoral, minha irmã precisava pagar os pedreiros do seu sítio que haviam feito uma obra e eu ia dirigir pra ela.

Só que cai antes de sairmos.

Dois dias antes de voltar para casa tomei um tombo besta que me causou alguns estragos, mas me trouxe alguns aprendizados.

Por proteção dos anjos e de Deus, não foi grave pois não quebrei nada.

Porém, fiquei com o quadril e rim esquerdo doloridos a ponto de mal conseguir me levantar e precisar entrar na medicação pesada, similar a Morfina para aliviar a dor e poder viajar.

E como escolha de vida, levantei mais forte e aos poucos venho processando os aprendizados.

Afinal, quais aprendizados pode-se ter de um tombo ” besta ” ?

Interessante essa pergunta porque antes de eu cair pedi ao meu irmão para que tomasse cuidado para ELE não cair porque o quintal estava molhado com água, pois estava sendo lavado naquele momento.

Fiquei preocupada com o meu irmão devido um acidente que ele sofreu há 8 anos e como ele ainda anda com uma certa dificuldade, disse a ele:

” Marcelo, tome cuidado para não escorregar e cair “, assim que eu terminei a frase, eu mesma cai.

E para essa situação o primeiro aprendizado foi exatamente esse:

” Como é mais fácil a gente cuidar do outro e esquecer da gente “. Tive a intuição e a usei de forma errada.

Se eu tivesse primeiramente descido os degraus com cuidado poderia ter evitado o tombo ” besta” e depois alertado meu irmão, mas  como acredito que nada é por acaso… vamos aos aprendizados.

 

1- Sentindo a vulnerabilidade

Depois deste imprevisto com o tombo, tive vários insights, um deles foi:

  • Controle Emocional: precisei me controlar devido a dor, algumas vezes consegui e outras vezes não.
  • Humildade em aceitar ajuda: precisei de ajuda para quase tudo, principalmente no primeiro dia para tomar banho e pedir à minha irmã que ajudasse a me secar.
  • Gratidão: sou imensamente grata a minha irmã, meu irmão e todas as pessoas desconhecidas que me ajudaram, todos foram incríveis em cuidados comigo.

Minha irmã me levou ao hospital do SUS ( não tenho mais seguro saúde no Brasil ) e não tinha recursos financeiros para um hospital  particular, enfim o SUS da região me socorreu e fui muito bem atendida.

No hospital, tudo o que eu mais queria era tirar a radiografia para me certificar que não havia quebrado nada e uma medicação que amenizasse a dor.

Invasão e reclamações externas como armadilhas

Enquanto aguardava o resultado da radiografia, algumas pessoas se aproximaram de mim para conversar, ou reclamar de algo.

Pessoas que como eu, estavam lá para tratamentos cada um o seu. Nesse momento me senti testada.

Precisei assumir meu controle emocional, pois elas me faziam perguntas, quando o que eu mais queria era ficar quieta.

Estava chorando. Além da dor, me sentia invadida, irritada e pensava:

” a pessoa está me vendo chorar e fica fazendo perguntas “.

Consegui me controlar e tinha a frase pronta para cada um que puxava conversa:

” Estou com muita dor, não consigo falar “.

Assim, consegui não cair na armadilha da reclamação que costuma ser contagiante e vencer um dos desafios que se apresentava.

A armadilha mais fácil: reclamar ou terceirizar a responsabilidade

Antes de ir para o hospital, cai na tentação de jogar a culpa no outro e ia começar me fazendo de vítima e culpar a pessoa que estava lavando o chão.

” Ah se ela tivesse esperado a gente sair para começar a lavar o quintal “… O fato é que ela não teve culpa e nenhuma responsabilidade com isso.

” Ah mas foram os chinelos porcaria que deslizaram no chão molhado”… Talvez. Os chinelos realmente não tinham aderência, mas eu percebi isso nos primeiros passos e ignorei.

 

2- Auto-observação

Graças ao auto-desenvolvimento e expansão da consciência que venho praticando, percebi a armadilha que eu mesma estava começando a criar.

Parei e assumi a bronca ( assumindo a responsabilidade ).

Hoje passado 15 dias do ” acidente “percebo que me descuidei muito, pois não estava meditando fazia alguns dias e pior, estava esquecendo de fazer minha oração matinal e quando era no automático.

Sim, posso pensar que foi um acidente e que poderia ter acontecido a qualquer um, ou não e mesmo eu fazendo minha oração e meditação diária também poderia ter acontecido.

Também não estou me punindo com o que aconteceu, mas fazendo a reflexão como uma lição de casa e processando os aprendizados por acreditar que nada é por acaso.

Meu único descuido foi comigo mesma e por que estou trazendo isso aqui?

Sair da zona de vítima e assumir a responsabilidade por tudo o que tem acontececido na minha vida, tem sido um dos melhores aprendizados que descobri.

Somos convidados a nos desequilibrar o tempo todo, desde de um problema com algum membro familiar, ou uma notícia pesada dos noticiários, colegas de trabalho, clientes, etc.

E se não estivermos conectados com a nossa luz, qualquer coisa é o suficiente para entrarmos na energia tóxica e nos desequilibrarmos.

 

3- Como e por que os fatores externos negativos podem nos influenciar

Porque é muito mais fácil cair na armadilha de se fazer vítima, tercerizar a culpa ou reclamar.

Algumas vezes fui bem e mantive meu controle emocional, mas outras, deixei-me contaminar com a energia externa, as vezes tóxica e reclamei dizendo coisas que depois me arrependi.

Enquanto estava meditando, orando e fazendo meus exercícios Tibetanos que duram apenas 8 minutos, estava transitando em todas as situações, mesmo nas confusas ou tóxicas sem me deixar contaminar.

Coincidências ou sinais?

Os sinais foram se apresentando, fui ficando rouca, perdendo a voz e uma sensação física de cansaço no corpo, mas mesmo assim ignorei e continuei querendo fazer tudo, dando uma de mulher maravilha.

Usei algumas desculpas até literalmente escorregar e cair para se ligar. Não sinto que tenha sido castigo, ao contrário, foi um presente em forma de aprendizados.

Sim, queria dar conta de fazer tudo, ajudar meus irmãos,  estar com todos meus amigos, ser a mãe perfeita, mas eu não sou perfeita e tudo bem não dar conta das coisas.

Aprendendo ouvir o corpo … sim o corpo fala

Esse tombo fez cair a ficha, precisei lteralmente parar porque realmente não conseguia andar direito. Levantar e sentar doia como se uma faca estivesse me rasgando.

Minha volta para casa durou 26 horas de porta a porta e foram 4 vôos, precisei usar cadeiras de rodas nos 4 aeroportos que passei.

Fui muito bem atendida em 3 aeroportos, mas em Minneapolis uma funcionária da Delta me ignorou se fazendo de desentendida.

Coloquei ela no telefone para falar com meu marido para me certificar e não ter erro de comunicação devido as minhas limitações com o inglês, mas ela realmente não teve interesse e vontade de ajudar e comecei a chorar.

Eu só precisava me certificar com ela que as malas chegariam comigo em Salt lake City ( Utah ), pois meu marido havia conseguido antecipar o horário do último vôo, e ela ignorou a situação.

Estava com dor e muito cansada pois já tinha feito 3 vôos e não segurei a onda, comecei a chorar.

Eis que Inesperadamente…

Não vi como, mas assim como assistimos nos filmes americanos, do nada surgiram 3 supostos enfermeiros e me senti envergonhada naquele momento por estar chorando.

Eles me deram o suporte que eu não esperava e perguntaram se eu queria ir para o hospital, respondi:

” Não. Obrigada. Preciso de ajuda apenas para trocar o Salompas nas costas e reforçar o spray para aliviar a dor.”

Fui muito bem atendida, sou grata a essas pessoas que provavelmente nunca mais verei na vida e que realmente fizeram o que eu realmente precisava, ajuda.

Ajudar é isso, fazer o que o outro precisa sem querer nada em troca. E mesmo assim senti a fragilidade e vulnerabilidade naquele momento.

Só para concluir, minhas malas chegaram na minha casa no dia seguinte pois devido a funcionária ter ignorado a situação e  não ter sido capaz de resolver o que eu havia pedido.

 

2019 seu lindo, gratidão pelos  ” caldos ” que tomei e os aprendizados

Saiba que agora estou pronta para o melhor, portanto, por favor surpreenda!!

Conciente que esse ano já se mostrou ser um ano intenso, pelo menos pra mim, o convite é: vamos nos auto-observar e não permitir que os fatores externos ou energias tóxicas alheias nos desequilibrem.

Como complemento, te convido a ler o artigo da nossa autora Marcela Prado, com 5 Dicas para um despertar. Está incrível.

http://adrianajarva.com/05-dicas-para-um-despertar/

 

Gratidão por cair em mim

Encerro esse artigo com gratidão por ter caido e ter aprendido através de um tombo ridículo e dolorido minhas fragilidade e meu descuido.

E principalmente o quanto é importante a gente se amar, se cuidar, orar e vigiar mesmo sabendo que somos imperfeitos, erramos, não damos conta de tudo e tudo bem.

” Está tudo certo “, porém precisamos nos cuidar para estar atentos às armadilhas que se apresentam no nosso dia a dia.

 

Novidades chegando no blog

Aproveito para dizer em primeira mão para vocês que esse ano tem novidades aqui no blog: novos vídeos no canal do Youtube, novos postcasts e também audiosbooks.

Apresento a vocês, com muito amor e orgulho meu novo sócio Rodrigo Rossi Constantino, esse ser humano que é meu melhor projeto de vida e que tem dom e talento juntos.

Instagram: @rossi.rodrigo – www.glowproducoes.com.br

O Rodrigo fará nossos vídeos para o canal do Youtube, nossos podcasts, além de alguns cursos online.

 

E mais gente nova e talentosa somando conhecimento e conteúdo ao blog.

Apresento nossa querida Débora Spadotto, com sua voz doce e uma interpretação única, ela faz as leituras para os audios-books.

Nesse momento a Débora está lendo para gente o livro Marco Zero, de Joe Vitale. Fala e ensina a prática do Hoponopono, trazendo vários insights de limpeza energética e cura, estou amando.

Se você quiser participar das novas leituras, envie seu whatsapp e email em contatos na home aqui do blog, assim te adicionaremos no grupo fechado para os próximos livros.

Facebook: Débora Spadotto – Instagram: @deborah.spadotto

 

Aguardem as novidades do blog que estamos preparando com amor e gratidão para cada um de vocês.

 

E voce compartilhe conosco, como começou seu 2019

Espero que tenham gostado desse artigo de hoje se fez a diferença de alguma forma pra você compartilhe conosco como tem sido seu início de ano, envie o link para aquela amiga/o que está nessa jornada de expansão da consciência.

Como diz a nossa sabia autora Marcela Prado: ” vamos juntos! ” 

Afinal, juntos somos melhores e mais fortes.

 

Encerrando com essa Inspiração e como ser sexy aos 79 anos de idade

Convido vocês para assistirem esse vídeo dessa jovem apaixonante e inspiradora, além de linda é sexy aos 79 anos.

E adianto cuidado: esse vídeo contém um vírus e vai te contagear…. risos.

É sério, algumas amigas e eu já fizemos um acordo de fazermos nossos desfiles aos 60, 70 e 80 anos…

” Vamos juntos ” ?

 

Momentos especiais e inesquecíveis 

Como gosto de fotos e vivi momentos incríveis no Brasil, compartilhartilho com vocês.

Abaixo algumas fotos dos melhores momentos.

Estão faltando algumas pessoas e fotos ( esquecemos de fotografar), mas essas pessoas e eu sabemos o quanto  está registrado no coração.

 

 

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